terça-feira, 29 de julho de 2025

Deltan Dallagnol é condenado a pagar R$ 135 mil a Lula por danos morais no caso do PowerPoint

 
POWER POINT

Deltan Dallagnol é condenado a pagar R$ 135 mil a Lula por danos morais no caso do PowerPoint

História de Redação Brasil 247

Deltan Dallagnol é condenado a pagar R$ 135 mil a Lula por danos morais no caso do PowerPoint

247 – O ex-procurador da República e ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR) foi condenado a pagar R$ 135 mil ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por danos morais decorrentes da apresentação do famoso PowerPoint da Lava Jato, em 2016. A ordem de pagamento foi expedida pelo juiz Carlo Brito Melfi, do Tribunal de Justiça de São Paulo, na última sexta-feira (25) e divulgada nesta segunda-feira (28) pela Sputnik.

A decisão estipula que Dallagnol tem até 15 dias para efetuar o pagamento. Caso descumpra o prazo, ele poderá ser penalizado com multa de 10% sobre o valor total e, ainda, com honorários advocatícios adicionais de 10%. O valor originalmente fixado era de R$ 75 mil, conforme decisão de março de 2022 da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas foi reajustado com correção monetária e juros. A condenação é definitiva, sem possibilidade de recurso, embora o ex-procurador possa contestar a forma de cálculo do valor atualizado.

Apresentação ofensiva e politicamente orientada


A indenização tem origem em uma coletiva de imprensa concedida por Dallagnol em setembro de 2016, quando ele ainda coordenava a força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal. Durante a apresentação da denúncia contra Lula no caso do tríplex do Guarujá, o então procurador utilizou um slide em PowerPoint que colocava o nome do ex-presidente no centro, cercado por expressões como “petrolão + propinocracia”, “governabilidade corrompida”, “perpetuação criminosa no poder”, “mensalão”, “enriquecimento ilícito” e “maior beneficiado”.

O material, amplamente divulgado na época, foi considerado um ataque à honra de Lula, além de servir como peça simbólica de um processo de lawfare – o uso político e abusivo do sistema judicial para perseguição de adversários. Em abril de 2024, o Supremo Tribunal Federal confirmou a condenação de Dallagnol por danos morais, reforçando o entendimento de que houve abuso de poder por parte do procurador.

Lawfare e parcialidade judicial reconhecidos pelo STF

A acusação apresentada com base na apresentação de Dallagnol resultou na primeira condenação de Lula, proferida pelo então juiz federal Sérgio Moro, com pena de nove anos e seis meses de prisão. O ex-presidente ficou detido por 580 dias, até que, em abril de 2021, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a parcialidade de Moro e anulou todas as condenações no âmbito da Lava Jato. A Corte apontou que Moro atuou de forma suspeita na 13ª Vara Federal de Curitiba e estabeleceu que houve conluio com membros da acusação, como Dallagnol, comprometendo o direito de defesa de Lula.

A sentença contra Dallagnol representa mais um marco na responsabilização dos agentes que instrumentalizaram o sistema de justiça para fins políticos. O episódio do PowerPoint se tornou um símbolo internacional do lawfare e da erosão do Estado de Direito no Brasil durante os anos da Lava Jato.

Desdobramentos políticos e jurídicos

Com a condenação transitada em julgado, Dallagnol acumula derrotas judiciais e políticas. Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral já havia cassado seu mandato como deputado federal por fraudes processuais cometidas durante sua saída do Ministério Público. Agora, a obrigação de indenizar Lula reforça o cerco jurídico em torno do ex-procurador, que perdeu credibilidade pública e enfrenta restrições políticas.

Enquanto isso, Lula reassumiu a Presidência da República com plenos direitos políticos e reconhecimento internacional, após ter sido vítima de um dos mais graves episódios de perseguição judicial já registrados no país. A condenação de Dallagnol confirma a virada institucional que busca reparar os abusos cometidos em nome do combate à corrupção — abusos que, na prática, serviram como instrumentos de desestabilização política e econômica do Brasil.

 

Origem da matéria:Deltan Dallagnol é condenado a pagar R$ 135 mil a Lula por danos morais no caso do PowerPoint  

 

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segunda-feira, 28 de julho de 2025

Carta do V Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra

 O jubileu será para vós coisa santa,E comereis o produto dos campos (Lv, 25:12)

25 de julho de 2025




Somos 1.026 pessoas que chegamos a São Luís movidas pelos ventos maranhenses para o V Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra, entre 21 e 25 de julho de 2025. Provocadas pelo sopro da sabedoria divina, celebramos 50 anos de Presença, Resistência e Profecia junto às comunidades do campo, das águas e das florestas, proclamando Romper Cercas e Tecer Teias: a terra a Deus pertence!.
Viemos em romaria de todos os estados e de nossos territórios: assentamentos e acampamentos de reforma agrária, comunidades de fundo e fecho de pasto, de pé de serra, ribeirinhas, geraizeiras, indígenas, quilombolas, taboqueanas, pantaneiras, seringueiras, raizeiras… Carregamos na sola das sandálias a terra do nosso chão.
Somos também agentes de pastoral, bispos, padres e irmãs, pajés, pais e mães de santo, pastores e pastoras, unidos em nossa decisão de lutar até as extremas consequências contra a injustiça e a opressão.
Nós, da CPT, partilhamos em nosso jubileu da coragem de camponeses e camponesas, testemunhas vivas da profecia. Sua esperança pela terra sem males e sua firmeza nos animam e orientam. Ouvindo o seu clamor, nos comprometemos a buscar uma conversão permanente para que nossa presença seja fermento temperado com coerência.
Nós, das comunidades, denunciamos que estamos cercadas pelas diferentes figuras do monstro do capital. Aliado ao Estado, ele “transforma a natureza em cifra”, e quer seguir nos colonizando para nos tornar mono-cultura. Resistimos ao deserto das lavouras de soja transgênica, às chuvas de veneno sobre as cabeças, às eólicas com “lâminas que rasgam o sossego”, à mineração a abrir crateras no coração da terra, ao trabalho escravo a explorar até a última gota de suor. “Para eles, somos praga; então seremos praga até destruir o agronegócio”.
Enfrentamos as cercas do latifúndio que sufoca, mata e fere nossas vidas e todas as vidas da nossa Casa Comum. “O agronegócio veio para matar o planeta e nós fazemos parte do planeta”, ainda que queiram nos expulsar. Cada árvore derrubada é nosso corpo que sangra. Cada rio poluído é o leite de nossas crianças que se contamina. Mas a poesia, a agroecologia e as sementes crioulas curam a destruição da terra. “Podem derrubar as folhas, os galhos, os troncos: nossas raízes estão profundas na nossa terra, e nela permaneceremos”.
Nessa luta, as mulheres – maioria em nosso congresso – somos a ponte entre a ancestralidade e o futuro. Nossos corpos se alimentam da seiva do planeta. “Não temos medo de morrer, nossos descendentes são sementes plantadas na luta”. Com gritos insurgentes, ensinamos a necessidade amorosa de caminhar “ombreadas com os homens”. Profetizas da vida, não deixaremos o sonho de
um mundo novo escapar.
Com o benzimento de dona Maria Roxa, pajé Akroá-Gamella; com a unção do azeite de coco babaçu; com a cura do óleo de andiroba; com a bênção de Santa Maria Madalena, força do amor que se faz comunhão, dizemos: “Enquanto houver mulher no mundo, não vão nos vencer”.
Somos também juventudes que se fazem resistência e profecia: “não somos o futuro, somos o presente!”. Ao buscar dignidade, encontramos a ilusão do capital, sedução e exploração. Mas a memória dos confins sem cerca nos guia a caminhar hoje rumo ao futuro.
Viemos de muitos lugares, das florestas à caatinga, dos pampas ao cerrado, com múltiplos modos de vida camponeses, unidos na diversidade contra um inimigo comum. Isso nos irmana e nos fortalece. Do luto fazemos luta. “Só romperemos cercas se tecermos teias”. E nossa imensa teia, colorida como nosso milho, não será destruída. Somos um grande mutirão, composto por vivos e mortos, forças encantadas e santos, águas e ventania, árvores e roça, abelhas e formigas, todos como irmãos e irmãs defendendo a criação de Deus.
Se ainda existe o anúncio de vida em abundância, é porque seguimos existindo, resistindo – re existindo! Honramos os mártires da caminhada e reafirmamos aos poderosos e aos que querem nosso extermínio: não silenciaremos nossa dor e nossa revolta. Se caminhamos em direção ao apocalipse, lembramos que “o apocalipse de João é o Livro da Esperança: é o fim do mundo dos poderosos e início do tempo de Justiça e Paz”.
Nestes 50 anos, evocamos Pedro Casaldáliga a gritar: “Malditas sejam todas as cercas que nos privam de viver e amar!” Seguiremos vivos e fortes, ao som dos cantos, tambores e maracás, lutando por reforma agrária popular e pela retomada dos territórios, e comemoraremos o jubileu da terra para todo o sempre!
Upaon-Açu, Ilha de São Luís, Maranhão, 25 de julho de 2025.
As frases entre aspas são manifestações de participantes do congresso.
 

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segunda-feira, 21 de julho de 2025

Justiça acolhe pedido do MP Eleitoral e mantém sentença contra condenado por violência política de gênero no Pará

JUSTIÇA 

Decisão unânime do TRE-PA foi decretada nesta quinta-feira (17)

Publicado em 19/07/2025 |às 22:35 | Pará 

(Arte: Comunicação/MPF)

O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) acolheu pedidos do Ministério Público (MP) Eleitoral e confirmou, nesta quinta-feira (17), por unanimidade, a sentença que condenou Elton Carlos do Nascimento da Silva pelo crime de violência política de gênero. O crime aconteceu em março de 2022, contra a então vereadora em Primavera (PA), Maxilene do Socorro Loureiro de Almeida.

A decisão confirmou a sentença da 33ª Zona Eleitoral de Primavera, decretada em agosto de 2024, em ação penal apresentada a partir de denúncia do MP Eleitoral. O réu foi condenado a dois anos de prisão e multa, pena substituída por prestação de serviços à comunidade.

Segundo a denúncia do MP Eleitoral, o acusado, por meio de transmissões ao vivo no Facebook, proferiu ofensas misóginas contra a parlamentar com o objetivo de constrangê-la e dificultar o exercício de seu mandato.

Provas robustas do crime

Conforme consta no processo, ele utilizou expressões que configuram menosprezo e discriminação em razão da condição de mulher da vítima.

Em seu recurso ao TRE-PA, o réu alegou insuficiência de provas e ausência de dolo específico (a intenção de impedir o mandato), pedindo a absolvição. No entanto, a Justiça Eleitoral considerou que o conjunto de provas era “robusto e harmônico”.

A ocorrência do crime foi comprovada por vídeos, e a autoria foi corroborada por depoimentos de testemunhas que detalharam o impacto negativo das declarações na atuação política da vereadora.

Constrangimento evidente

O juiz Tiago Nasser Sefer, relator do processo no TRE, ressaltou que as expressões usadas pelo réu “reforçam estereótipos de gênero e desqualificam a vítima em razão de sua condição de mulher”, sendo evidente a “finalidade de constrangê-la e dificultar o desempenho de seu mandato eletivo”.

A decisão do tribunal foi alinhada ao parecer da Procuradoria Regional Eleitoral do Pará (PRE/PA). No documento, assinado pelo procurador regional eleitoral auxiliar Hugo Elias Silva Charchar, o Ministério Público Eleitoral defendeu a manutenção da condenação, argumentando que o réu não conseguiu refutar os fundamentos da sentença.

A PRE destacou ainda que, em vídeos gravados após ser citado na ação penal, o próprio acusado “corrobora em confirmar as declarações da vítima e das testemunhas”. Com a decisão, fica mantida integralmente a sentença, que fixou a pena em dois anos de reclusão e 20 dias-multa. A pena de reclusão foi substituída por prestação de serviços à comunidade, pois o réu é primário e o crime não foi cometido com violência física.

Sobre o MP Eleitoral

O Ministério Público Eleitoral é composto por membros do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual. Processo 0600118-57.2022.6.14.0033


Vídeo da sessão de julgamento 

 

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quarta-feira, 16 de julho de 2025

TSE reconduz Alexandre Siqueira ao cargo de prefeito de Tucuruí

Blog do Zé Dudu | By Anna Carolina Vale | em 15 de Julho de 2025  

Orla de Tucuruí | Imagem Agência Pará


 
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, nesta terça-feira (15), reconduzir Alexandre Siqueira (MDB) ao cargo de prefeito de Tucuruí e suspender as eleições suplementares marcadas para 3 de agosto próximo. O magistrado atendeu, parcialmente, a pedido de Medida Cautelar na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.233 Pará, proposta pelo partido MDB.

No início deste ano, Siqueira, reeleito nas eleições de 2024, teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), acusado de crime eleitoral em 2020. O vereador Jairo Rejanio de Holanda Souza assumiu como prefeito interino.

O prefeito recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas falhou, quando, em 3 de abril passado, a Corte confirmou a cassação do mandato e a inelegibilidade dele por oito anos. Um dia dias depois, no entanto, a mesma corte decidiu pelo arquivamento do processo, devolvendo o mandato a Siqueira.

Pouco mais de um mês depois, no último dia 6 de maio, em novo recurso ao TSE, o mandato do prefeito foi novamente cassado e eleições suplementares marcadas para agosto. Em 22 de maio, o TRE-PA publicou o calendário eleitoral para o pleito suplementar.

Ao final de um arrazoado de 33 páginas, o ministro declara: "Defiro parcialmente a medida cautelar pleiteada, ad referendum do Plenário (RISTF, art. 21, V), para determinar a suspensão dos efeitos da nova orientação jurisprudencial fixada pelo TSE no julgamento do AgR-REspE0600095-22.2024.6.14.0040/PA acerca do regime de atribuição de efeito suspensivo aos recursos especiais interpostos em face de condenações que resultem em inelegibilidade".

E prossegue: "Impedindo-se sua aplicação imediata aos processos referentes às Eleições 2024, até que sobrevenha o julgamento definitivo do mérito da presente ADPF ou até eventual decisão desta Corte em sentido contrário. Por consequência, determino igualmente a suspensão das eleições suplementares para a Prefeitura de Tucuruí/PA, agendadas para 3.8.2025 (Resolução 5.850 do TRE/PA – eDOC 9), até que sobrevenha o julgamento definitivo do mérito da presente ADPF ou até eventual decisão desta Corte em sentido contrário".

A decisão ainda deverá passar pelo Plenário do TSE para ser validada definitivamente.

Confira no link abaixo a íntegra da decisão:
 

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segunda-feira, 14 de julho de 2025

Ruralistas e Centrão querem votar “PL da Devastação” nesta semana

 Ruralistas e Centrão querem votar “PL da Devastação” nesta semanaEnquanto defensores do PL apelam para a desinformação, ambientalistas e o governo federal reforçam críticas à flexibilização do licenciamento ambiental.

CLIMAinfo | Copacabana | Alexandre Gaspari | 13 de julho de 2025 | 



O Projeto da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2159/21) – também chamado de “PL da Devastação” – poderá ser votado ainda nesta semana. Pelo menos é o que afirmam os líderes partidários da bancada ruralista, dentre eles o relator do projeto, o deputado Zé Trovão (PL/SC). A expectativa é de que o PL seja pautado a partir desta 3ª feira (15/7).

O texto aprovado pelo Senado Federal prevê mecanismos como a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), baseada em autodeclaração, e a Licença Ambiental Especial (LAE), com processo acelerado para projetos prioritários. Defensores alegam que a mudança agiliza empreendimentos, mas críticos alertam para riscos de fragilização da fiscalização e da preservação dos biomas brasileiros.

Na última 5ª feira (10/7), em audiência na Comissão de Meio Ambiente da Câmara, representantes do governo federal classificaram o PL 2159/21 como um risco de “dano irremediável” ao sistema de proteção ambiental. O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, listou 40 pontos críticos no texto, incluindo o enfraquecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), a desarticulação de políticas territoriais e a adoção de mecanismos como o “autolicenciamento” para empreendimentos de médio impacto. Além disso, o projeto exclui a consulta prévia a Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, podendo fomentar conflitos socioambientais.

Já o presidente do IBAMA, Rodrigo Agostinho, adverte que, se aprovada, a proposta levará a uma onda de judicialização, com mais de 4.140 processos em aberto em setores como mineração e energia. Para ele, o texto “não tem condições de ser corrigido em Plenário”. Entidades socioambientais encaminharam um ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta, pedindo o adiamento da votação por 90 dias, com o argumento de que a proposta ameaça compromissos climáticos do Brasil, inclusive na COP30.

A Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA) também divulgou nota contra o PL no fim da última semana, como noticiado pela Folha, somando-se a outras 352 organizações, além da Comissão Arns e da Comissão Tripartite Nacional, a qual reúne órgãos ambientais federais, estaduais e municipais. Segundo a entidade, o PL da Devastação pode gerar uma “guerra de desregulação” entre estados, com empreendimentos migrando para locais com regras mais frágeis, a prever a autonomia local para os licenciamentos.

Também na Folha, Suely Araújo, ex-presidente do IBAMA e especialista do Observatório do Clima, classificou como fake news o argumento de que existem 30 mil normas de licenciamento ambiental no Brasil – justificativa usada para defender o projeto. O dado, originado de um relatório da CNI (2013), inclui todas as normas ambientais (federais e estaduais), não apenas as de licenciamento, e até portarias sem força de lei. Araújo reforça a necessidade do debate baseado em dados precisos, não em distorções, “desinformando a população” sobre a real complexidade do sistema.

Ainda sobre desinformação, Giovana Girardi narrou na Agência Pública como procurou – mas não achou – as mais de 5 mil obras paradas no Brasil por problemas do modelo atual de licenciamento ambiental, outro dado utilizado para defender o PL.

O Globo, Um Só Planeta, entre outros, também repercutiram as expectativas para a votação do PL da Devastação.

Em tempo: A ameaça de Donald Trump de impor tarifas de 50% sobre exportações brasileiras aos EUA, condicionada à anistia de Jair Bolsonaro, provocou uma reação inesperada: a Frente Parlamentar da Agropecuária, tradicional aliada do bolsonarismo, repudiou a medida e pediu ação diplomática do governo Lula. Enquanto produtores de carne, café e celulose pressionam contra a “Tarifa Bolsonaro”, o desmatamento na Amazônia registrou estabilização em junho após operações do IBAMA embargando 54 mil hectares. Paralelamente, a votação do PL 2159 enfrenta resistência até de entidades empresariais, as quais pediram 90 dias de debate ao presidente da Câmara, Hugo Motta, alertando para os riscos climáticos e de corrupção. A notícia é da Central da COP, no jornal O Globo.




Tags: licenciamento ambiental  PL da devastação

 

 

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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Inovação e sustentabilidade: como a tecnologia está transformando a economia da Amazônia

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Com o programa Biomas a um Clique, o Mercado Livre reforça seu compromisso com a sociobiodiversidade e conecta pequenos produtores a novas oportunidades

Por Mercado Livre | 04/07/2025 08h00 Atualizado há 3 dias

Programa Biomas a um Clique — Foto: Divulgação Mercado Livre/Pisco del Gaiso 











 
Não faz muito tempo que, para um paulistano provar o tucupi autêntico da Amazônia, ele precisava de um “padrinho”: alguém que o trouxesse de avião, congelado e cuidadosamente acondicionado em um isopor. Hoje, percorrer mais de 2,5 mil quilômetros em apenas 12 horas já é realidade — e começa com um clique. Essa transformação logística e cultural reflete um novo capítulo no desenvolvimento do Brasil e encontra no Mercado Livre, empresa líder em e-commerce e serviços financeiros na América Latina, um agente ativo dessa mudança.

Foi nesse contexto que nasceu o Biomas a Um Clique, iniciativa que integra o compromisso do Mercado Livre com a democratização do acesso a mercados e valorização da sociobiodiversidade brasileira. O programa — que teve início em 2019, antes mesmo de a agenda de bioeconomia estar mais consolidada no país — conecta comunidades tradicionais, cooperativas e pequenos empreendedores de territórios como Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado ao mercado nacional, por meio de capacitação estratégica, apoio logístico e visibilidade comercial.
 
Laura Motta, gerente sênior de sustentabilidade do Mercado Livre no Brasil — Foto: Divulgação Mercado Livre 

Não faz muito tempo que, para um paulistano provar o tucupi autêntico da Amazônia, ele precisava de um “padrinho”: alguém que o trouxesse de avião, congelado e cuidadosamente acondicionado em um isopor. Hoje, percorrer mais de 2,5 mil quilômetros em apenas 12 horas já é realidade — e começa com um clique. Essa transformação logística e cultural reflete um novo capítulo no desenvolvimento do Brasil e encontra no Mercado Livre, empresa líder em e-commerce e serviços financeiros na América Latina, um agente ativo dessa mudança.

Foi nesse contexto que nasceu o Biomas a Um Clique, iniciativa que integra o compromisso do Mercado Livre com a democratização do acesso a mercados e valorização da sociobiodiversidade brasileira. O programa — que teve início em 2019, antes mesmo de a agenda de bioeconomia estar mais consolidada no país — conecta comunidades tradicionais, cooperativas e pequenos empreendedores de territórios como Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado ao mercado nacional, por meio de capacitação estratégica, apoio logístico e visibilidade comercial.
 
Mais do que comercializar produtos, o programa fortalece cadeias produtivas sustentáveis, gera renda, valoriza o saber local e contribui para manter o amazônida em seu território, transformando a conservação ambiental em oportunidade econômica. Para Laura Motta, gerente sênior de sustentabilidade do Mercado Livre, iniciativas como essas precisam ser fortalecidas, uma vez que esses novos modelos produtivos precisam de maior visibilidade. “O caminho para o futuro passa por aliar desenvolvimento econômico à conservação ambiental e à justiça social, fortalecendo a sociobioeconomia. Assim, poderemos criar empregos e oportunidades, além de aumentar a nossa competitividade em setores essenciais para a economia global. Precisamos garantir o bem viver dos 28 milhões de pessoas que estão na Amazônia brasileira e, ao mesmo tempo, proteger a floresta”, afirma.

O modelo oferece um ecossistema de suporte completo: subsídios em tarifas, acesso à logística integrada por meio do serviço de fulfillment — que permite aos vendedores armazenarem seus produtos em centros de distribuição pelo Brasil —, além de ações de capacitação comercial e promoção. Nos últimos cinco anos, o Biomas a Um Clique já beneficiou mais de 160 organizações, responsáveis por mais de 1.800 produtos que traduzem a biodiversidade brasileira em negócios de impacto. O alcance é expressivo: mais de 100 mil itens vendidos e 36 mil produtores impactados indiretamente, numa cadeia que conecta floresta, tecnologia e futuro.

O papel do varejo e o protagonismo local

Motta também destaca a responsabilidade do setor varejista e o poder do consumidor nessa nova dinâmica. “A sociedade evoluiu no modo como se relaciona com o consumo, e o setor varejista está ganhando consciência sobre o seu papel de introduzir e fortalecer práticas que orientem para o consumo sustentável. É importante perceber que o consumidor tem poder ao fazer suas escolhas”, pontua. Para ela, o debate sobre o futuro da região precisa ser inclusivo. “Entendemos que seria muito importante que a discussão sobre os rumos da bioeconomia na Amazônia fosse pautada por esses empreendedores da sociobiodiversidade e demais atores locais, pela inovação a partir de saberes ancestrais e pelo fortalecimento de cadeias produtivas e negócios sustentáveis”, complementa.
 
Carol Vilanova, sócia-fundadora da Flor de Jambu — Foto: Divulgação/Robert Coelho

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