sábado, 25 de julho de 2026

Disputa para vice de Hana Ghassan segue aberta e será definida nas convenções

 

ELEIÇÕES 

Diálogo entre as legendas continua, mas ainda não há decisão oficial

 
Blog Cé Dudu  Publicado em 24/07/2026 | às 20:01 |  Política






















As articulações em torno da candidatura de Hana Ghassan (MDB) ao Governo do Pará já movimentam os bastidores políticos e alimentam especulações sobre quem poderá ocupar a vaga de vice na chapa.

Nos últimos dias, diferentes nomes passaram a circular como possíveis escolhidos. Entre eles estão Dirceu ten Caten, do PT; Josué Paiva, do Avante; Samuel Câmara, do Republicanos; e Andreia Siqueira, do PSB. Todos representam partidos com presença política e participação nas discussões sobre a formação da aliança.

Apesar dos rumores, afirmar neste momento que Dirceu ten Caten (PT) será o vice de Hana Ghassan é pura especulação. O mesmo vale para as informações que apontam uma possível escolha de Josué Paiva (Avante), Samuel Câmara (Republicanos) ou Andreia Siqueira (PSB).

As conversas entre as legendas continuam, mas ainda não existe uma decisão oficial. A composição da chapa dependerá do diálogo entre os partidos, da construção de consensos e das estratégias definidas pela aliança para a disputa estadual.

O páreo, portanto, permanece aberto. A escolha definitiva será realizada e oficializada durante as convenções partidárias, que possuem poder e legitimidade para deliberar sobre as candidaturas e a composição da chapa que disputará o Governo do Pará.

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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Dia do Amigo: vínculos afetivos reduzem o estresse e protegem a saúde mental


Psicóloga do CEJAM explica o papel das amizades como fator de proteção e por que a solidão merece atenção em todas as fases da vida

 


 

São Paulo, julho de 2026 - No Dia do Amigo, celebrado em 20 de julho, o debate sobre amizades ganha também uma dimensão de saúde pública. Além do valor afetivo, vínculos consistentes contribuem para reduzir o estresse, ampliar a sensação de segurança e fortalecer o bem-estar emocional ao longo da vida. Por outro lado, quando essas conexões enfraquecem, aumentam os riscos de isolamento, sintomas ansiosos, tristeza persistente e sensação de solidão. 

De acordo com Ligia Kaori Matsumoto, psicóloga do Hospital Dia M’Boi Mirim I, unidade da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP) gerenciada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, a amizade é entendida como um fator de proteção importante para a saúde física e mental. 

A seguir, a especialista responde às principais perguntas sobre o tema. 

Do ponto de vista da saúde, o que acontece quando uma pessoa tem vínculos de amizade sólidos? E o que muda quando esses vínculos faltam? 

A amizade funciona como um fator de proteção para a saúde física e mental. Um amigo é, literalmente, aquela pessoa com quem podemos contar. Ter boas amizades ajuda na percepção de segurança, confiança e na motivação para enfrentar os desafios do cotidiano. 

Quando esses vínculos faltam, há maior risco de depressão, sintomas ansiosos e sensação de solidão. Isso não significa que a ausência de amizade cause, por si só, um adoecimento, mas ela amplia a vulnerabilidade emocional e dificulta o enfrentamento de situações difíceis. 

Por que a amizade tem um peso tão grande na saúde e na longevidade? 

Porque nós, seres humanos, somos seres sociais. A nossa formação começa no contato com o outro e se constrói ao longo da vida, na família, na escola, no trabalho e no convívio em sociedade. 

A amizade exerce um papel importante nesse processo. Ela protege, transmite segurança, eleva a autoestima e fortalece o sentimento de pertencimento. Além disso, pode estar associada à liberação de neurotransmissores que favorecem a sensação de bem-estar. Por isso, não se trata apenas de uma relação afetiva, mas de um componente relevante da vida social e emocional. 

Como as amizades funcionam como um “amortecedor” diante do estresse? 

Diante de uma situação estressante, saber que existe alguém em quem se pode confiar é reconfortante e tranquilizador. Compartilhar dificuldades com um amigo não elimina o problema, mas muda a forma como ele é vivido. 

Esse suporte traz a sensação de cuidado, de estar em um lugar seguro e de não estar sozinho. Com isso, a sobrecarga emocional tende a diminuir, e o corpo também sente      menos os efeitos do estresse. Em períodos de maior pressão, ter uma rede de apoio faz diferença para atravessar os desafios com mais equilíbrio. 

Qual a diferença entre estar sozinho e sentir-se solitário? 

Estar sozinho é algo objetivo: não ter fisicamente uma companhia. Já sentir-se sozinho ou solitário é uma experiência subjetiva, emocional. 

É possível estar sozinho e se sentir pleno. Ao mesmo tempo, estar rodeado de pessoas e, ainda assim, se perceber só. Por isso, a solidão não depende apenas da presença ou ausência de companhia, mas da qualidade dos vínculos e da forma como a pessoa se sente em relação a eles. 

Por que é tão difícil fazer e manter amizades na vida adulta? 

Na vida adulta, muitas mudanças acontecem ao mesmo tempo. Há rotina de trabalho, estudos, cuidado com a família e outras responsabilidades, o que reduz o tempo disponível para convivência e novas experiências sociais. 

Além disso, muitas pessoas acreditam que, nessa fase, o círculo social já deveria estar consolidado. Isso gera insegurança ou vergonha para iniciar novos vínculos. Situações como divórcio, mudança de cidade ou transformações na vida social também exigem recomeços. Nesses casos, reconstruir amizades parece desafiador, mas faz parte dos ciclos da vida. 

Como as redes sociais estão transformando as amizades? 

A tecnologia trouxe benefícios importantes. Ela facilita manter contato com pessoas de diferentes lugares e aproximar indivíduos com interesses semelhantes. Esse recurso pode ser muito positivo, especialmente quando a distância física dificulta o convívio. 

Por outro lado, também pode favorecer relações mais superficiais e uma falsa sensação de conexão. É fundamental observar se os vínculos ficaram restritos à rede social e se houve um afastamento dos contatos presenciais. A tecnologia auxilia, mas não substitui completamente a convivência real, o olhar direto e a presença concreta. 

Como as necessidades de amizade mudam ao longo da vida? 

Na infância, os amigos são importantes para brincar, aprender a compartilhar, esperar a vez e desenvolver a cooperação. Também ajudam a construir aspectos ligados à autoestima e ao pertencimento. 

Na adolescência, as amizades ganham ainda mais centralidade. Os grupos têm papel essencial no desenvolvimento da independência e da autonomia. Já na fase adulta, se torna      mais difícil manter vínculos, mas o número de amigos tende a diminuir enquanto a qualidade das relações aumentar. 

No envelhecimento, a amizade continua tendo valor. Ela estimula habilidades cognitivas, protege do isolamento, da depressão e da perda de funcionalidade. Em todas as fases, portanto, a amizade acompanha necessidades diferentes, mas segue sendo relevante. 

Quais sinais indicam que a rede de apoio está fragilizada e como reconstruí-la depois de se afastar dos amigos? 

Os sinais costumam aparecer de forma gradual e silenciosa. Entre eles estão evitar atividades sociais que antes faziam parte da rotina, sentir que precisa fazer tudo sozinho     , passar os períodos de descanso isolado e sentir vergonha de procurar ajuda. 

Esses comportamentos merecem atenção porque indicam um enfraquecimento da rede de apoio. Quando isso acontece, a pessoa tende a ter menos recursos emocionais para lidar com frustrações, perdas e situações de estresse. 

O afastamento acontece por diversos fatores, mas, apesar disso, não precisa ser definitivo. É importante entender que os vínculos mudam ao longo da vida e que pequenos gestos auxiliam a se reaproximar de pessoas. 

Retomar o contato, enviar uma mensagem, aceitar um convite ou dar o primeiro passo para uma conversa faz a diferença. A rede social é uma aliada nesse processo, desde que usada de forma consciente. Recomeçar não significa apagar o passado, mas abrir espaço para novas possibilidades de relação. 

Qual mensagem você deixaria para quem considera a amizade algo secundário? 

Às vezes, só percebemos a importância de uma amizade quando ela falta. Amigos dividem os momentos felizes, mas também estão presentes nos períodos difíceis e nas fases de maior fragilidade. 

Uma experiência ruim pode acontecer, e isso não deve levar à generalização de que toda amizade será assim. Uma decepção não define as relações que ainda serão construídas. Amizade significa apoio, presença e a lembrança de que ninguém precisa enfrentar tudo sozinho. 

Em uma sociedade marcada por pressa, dispersão e mudanças constantes na forma de convivência, preservar vínculos segue sendo uma atitude simples, mas importante para a saúde mental. Cultivar amizades, retomar contatos e pedir ajuda quando necessário são gestos que fortalecem o cuidado com a vida e com o outro. 

Sobre o CEJAM       

O CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Osasco, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.   

A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.   

O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado novamente, em 2026, a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.    

Neste ano, a organização lança a campanha CEJAM 2026: respeito à vida, respeito ao planeta. 365 dias cuidando do presente, transformando o futuro!  

 Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição.

    
      
Informações à imprensa:     
Máquina     
cejam@agenciamaquina.com   

 

 

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sábado, 18 de julho de 2026

Senado reduz Floresta do Jamanxim e abre caminho para mais desmatamento no Pará

 

 MEIO AMBIENTE 


Projeto aprovado prevê redução de 40% no território da FLONA; autoridades e ambientalistas alertam sobre avanço do garimpo e grilagem.

 

Boletim do clima 17 de julho de 2026
Área desmatada para produção agropecuária dentro da FLONA do Jamanxim. Crédito: Daniel Beltrá/Greenpeace


 

A atual legislatura do Congresso Nacional já garantiu seu lugar nos anais como a mais antiambientalista da História brasileira. Mas o triste título não diminui a fome de devastação dos “nobres” parlamentares, que parece aumentar com a proximidade do recesso de meio de ano no Congresso. Assim, em mais um golpe contra a proteção ambiental, o Senado aprovou na 4ª feira (15/7) um projeto de lei que reduz em 40% a Floresta Nacional (FLONA) do Jamanxim, no Pará.

De autoria do deputado Ismael Bulhões Jr. (MDB/AL), o PL nº 2.486/2026 faz parte da “boiada” de projetos antiambientais aprovados pela Câmara em maio, durante a infame “Semana do Agro”. No Senado, um requerimento de urgência proposto pelo relator, senador Jader Barbalho (MDB/PA) garantiu tramitação acelerada na casa, com votação direta no plenário, sem passar pelas comissões temáticas. A aprovação foi feita de forma simbólica, em poucos minutos, sem contagem nominal de votos.

A proposta retira do Jamanxim 486 mil hectares, que passam a compor uma Área de Proteção Ambiental (APA). Uma APA é bem menos restritiva que uma FLONA, permitindo atividades produtivas, com planos de manejo.

Os defensores justificam que o projeto permitirá reduzir a “insegurança jurídica” da região. Traduzindo: vai facilitar a regularização fundiária de propriedades ilegais dentro do território atual da floresta. Para piorar, o PL também tem um dispositivo que permite a realização de “atividades minerárias” (leia-se garimpo) dentro da nova APA.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) criticou as alterações. “A mudança amplia as possibilidades de uso e de exploração econômica da área, inclusive de atividades incompatíveis com uma FLONA, e pode intensificar as pressões relacionadas ao desmatamento, à grilagem de terras públicas, à exploração ilegal de madeira e à perda de vegetação nativa da Amazônia”, destacou a pasta.

Folha lembra que o projeto se insere em uma mobilização mais ampla dos parlamentares, capitaneados pela bancada ruralista, em prol de temas que interessam ao agronegócio. Entre eles, um projeto que permite ao Ministério da Agricultura vetar a classificação de espécies em risco de extinção.

“O Congresso assumiu como foco, nos últimos meses, a flexibilização, ou mesmo eliminação, das áreas ambientalmente protegidas. O produto de hoje foi a Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, que será reduzida para beneficiar a grilagem e o garimpo. Um tratorado sem o devido debate, que tem acontecido com frequência na pauta antiambiental”, lamenta Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, n’O Globo.

O projeto de lei segue agora para o Palácio do Planalto, onde o presidente Lula poderá sancioná-lo ou vetá-lo, integral ou parcialmente. Considerando votações passadas, mesmo que haja veto, é muito provável que o Legislativo consiga derrubá-lo. De toda forma, por conta do calendário eleitoral, é muito provável que a questão seja avaliada apenas depois das eleições.

Bom Dia BrasilEstadãog1Pará Terra Boa e VEJA, entre outros, também repercutiram a notícia.

 

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