sábado, 28 de fevereiro de 2026

Operação contra facção ligada à morte de bebê prende 8 pessoas no sudeste do Pará

 Ação ocorreu em Marabá, Parauapebas e Curionópolis. Um suspeito morreu em confronto

Publicado em 27/02/2026 | às 18:05  Polícia



Uma operação da Polícia Civil prendeu oito pessoas suspeitas de integrar a facção criminosa PCC durante ações realizadas besta sexta-feira (27). A ofensiva é apontada como resposta à morte da bebê Isis Emanuelle, de 1 ano e 5 meses, atingida por uma bala perdida em agosto do ano passado, em Marabá.

De acordo com a Polícia Civil, seis pessoas foram presas por mandado judicial e outras foram autuadas em flagrante. Um suspeito morreu durante troca de tiros com as equipes.

Ao todo, 60 policiais civis participaram da operação, com apoio de 15 viaturas e de um helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp). Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em bairros de Marabá, como São Félix, Cidade Nova e as folhas 8 e 33, além de endereços em Parauapebas e na zona rural de Curionópolis.

Durante as diligências, os agentes apreenderam duas armas de fogo, cerca de 2 quilos de maconha e dez celulares.

Segundo a Polícia Civil, a operação foi deflagrada como desdobramento das investigações sobre a morte de Isis Emanuelle. A criança foi baleada durante um confronto entre facções na Folha 33, em agosto do ano passado.

Os presos foram encaminhados à Delegacia de Marabá. A polícia informou que novas fases da operação podem ocorrer para localizar outros suspeitos.

(g1 Pará)

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O papel do ensino superior na formação de leitores

  

O papel do ensino superior na formação de leitores

Por Erik Adami, diretor comercial da Minha Biblioteca
 

 

Falar sobre leitura no Brasil exige um olhar atento para os desafios, mas, sobretudo, para as oportunidades concretas de transformação. No ensino superior, universidades ocupam uma posição estratégica: são ambientes em que a leitura deixa de ser apenas um hábito cultural e passa a ser uma ferramenta central de aprendizagem, formação profissional e produção de conhecimento.

A rotina universitária propõe uma imersão constante na leitura. Livros técnicos, obras de referência, artigos científicos, pesquisas e conteúdos complementares fazem parte do dia a dia dos estudantes, especialmente em cursos com alta densidade teórica. Essa dinâmica cria um contexto favorável para o fortalecimento da leitura e formação de excelência.

Cursos como medicina, direito, psicologia e engenharias, são exemplos de formações que demandam leitura ao longo de toda a graduação, pois além do conteúdo pré-estabelecido, há necessidade de aprofundamento e atualização constante. Nesse cenário, a leitura deixa de ser um complemento e passa a ser um pilar fundamental.

Quando bem orientada e acompanhada de perto pelas instituições, a experiência de leitura contribui não apenas para o desempenho acadêmico, mas para a formação de profissionais mais críticos, autônomos e preparados para um mercado em constante transformação. 

Nesse contexto, o digital se consolida como um importante aliado. Bibliotecas digitais ampliam o acesso ao acervo, oferecem títulos atualizados e permitem que estudantes e docentes integrem a leitura de forma mais fluida à rotina acadêmica. Ao reduzir barreiras logísticas, de atualização e concentrar diferentes obras em um único ambiente, as plataformas favorecem o contato frequente com o livro e apoiam estratégias institucionais de incentivo à leitura.

Investir em acesso, curadoria de conteúdo, integração com o currículo e apoio ao estudante é um caminho consistente para ampliar o impacto da leitura no ensino superior. Trata-se de uma estratégia que qualifica a formação acadêmica e contribui, de forma duradoura, para a construção de uma relação mais sólida entre conhecimento, educação e sociedade.


Erik Adami é diretor comercial da Minha Biblioteca (MB), ecossistema de aprendizagem que combina tecnologia, inovação, consultoria especializada, biblioteca digital e um acervo com mais de 15 mil ebooks relevantes para a formação acadêmica e continuada.
 
 
Erik Adami - Diretor Comercial Minha Biblioteca Divulgação/Minha Biblioteca 
 
 
 

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Exército indica primeira mulher para o cargo de oficial-general da história do Brasil

 FORÇAS ARMADAS

Cláudia Gusmão é coronel-médica do exército há 30 anos; promoção depende de decreto presidencial
Matéria ICL | 

 

 

 

O Exército Brasileiro deu um passo histórico na quarta-feira (25) ao indicar pela primeira vez uma mulher para o posto de general, marca que representa um avanço significativo na trajetória de participação feminina nas Forças Armadas do país.

A oficial escolhida é a coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho, de 57 anos, natural de Recife (PE). Médica pediatra de formação, ela ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996 e construiu sua carreira na área de saúde militar, com passagens pela direção do Hospital de Guarnição de Natal (RN) e pelo comando do Hospital Militar de Área de Campo Grande (MS).

A indicação de Cláudia Gusmão para o generalato — o grupo de oficiais-generais, que ocupa os escalões mais altos da hierarquia militar — foi aprovada em votação secreta pelo Alto Comando do Exército e agora segue para análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve formalizar a promoção por meio de decreto presidencial. Tradicionalmente, a Presidência acolhe as escolhas dos comandantes militares.

Caso seja confirmada a promoção, a coronel se tornará a primeira mulher a alcançar o posto de general no Exército Brasileiro, o que representa um marco na história centenária da instituição militar.

Um marco institucional

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(Foto: Exército brasileiro)

A indicação ocorre em um contexto de ampliação gradual da presença feminina nas Forças Armadas. Embora mulheres já integrem o Exército em diversas funções desde a década de 1990, sua participação em patentes de comando superiores tem sido ínfima, refletindo desafios estruturais e culturais dentro da instituição.

O posto de general é o mais alto na carreira militar terrestre e envolve responsabilidades estratégicas importantes, como o comando de grandes unidades — brigadas, divisões ou comandos regionais — além do planejamento e condução de políticas de defesa.

Agora, o próximo passo para a oficial é a confirmação formal da promoção, que deve ser publicada em decreto presidencial nos próximos dias.

 

 

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Projeto Pajubá está com edital aberto para seleção de articulador territorial em Soure ou Salvaterra, no Pará

 ATIVIDADES SOCIAIS

Iniciativa da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), em parceria com a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos e da Cidadania, seleciona até o dia 02 de março mobilizadores para promover territórios antirracistas e sem LGBTfobia

 


Equipe e participantes do último ciclo formativo do Projeto Pajubá.-  Crédito: Maicon Douglas                                                                     

A Abong (Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais) está selecionando articulador em Soure ou Salvaterra no edital Pajubá em movimento: Por territórios antirracistas e sem LGBTfobia. Parte do Projeto Pajubá - que busca fortalecer organizações e coletivos que atuam na defesa de direitos da população LGBTQIA+ -, a iniciativa selecionará, uma pessoa para articular e mobilizar as organizações locais, das cidades de Soure e Salvaterra (PA). Além do Pará, também há vagas para São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. As inscrições se encerram no dia 2 de março. 

O projeto é realizado em parceria com a Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, via emenda parlamentar da Deputada Federal Juliana Cardoso (Termo de Fomento N° 964014/24).  Os selecionados vão atuar junto às OSCs associadas de cada território, e serão responsáveis por colocar em prática o plano de articulação contra preconceito de raça e sexual, além de auxiliar na formação de representantes das instituições e preparar relatórios de atividades. Elas terão duração de quatro meses (com previsão de início em abril) e serão remuneradas sob regime de contratação de pessoa jurídica. Os candidatos precisam morar ou atuar, obrigatoriamente, em Soure ou Salvaterra, na Ilha de Marajó. Pode se candidatar quem cumprir os requisitos obrigatórios, que são: 

  • Ser pessoa negra e/ou LGBTQIA+;
  • Atuação comprovada com direitos humanos e articulação comunitária;
  • Experiência com coletivos, movimentos sociais ou organizações da sociedade civil;
  • Habilidade em facilitação de grupos, mediação comunitária e diálogo territorial;
  • Disponibilidade para reuniões online e atividades presenciais;
  • Acesso regular à internet e familiaridade com ferramentas digitais.

Pessoas interessadas em fortalecer a articulação social em seus territórios podem acessar o edital completo, conferir as condições de participação e realizar a inscrição aqui.

 

Sobre o Projeto Pajubá
O Projeto Pajubá foi idealizado pela Abong e busca fortalecer a atuação de organizações e coletivos que trabalham na defesa de direitos da população LGBTQIA+ no Brasil, por meio de processos formativos, capacitação política e de advocacy/incidência, atuação em rede, promoção de assessoria jurídica e apoio ao desenvolvimento institucional. 



Sobre a Abong
A Abong – Associação Brasileira de ONGs é uma associação nacional criada em 1991 com o objetivo de fortalecer as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) brasileiras que trabalham na defesa e promoção de direitos humanos, democracia e bens comuns. A Abong atua ao lado de movimentos sociais e dialoga com governos por um mundo ambientalmente justo, com articulações e proposições para as agendas de cibersegurança, LGBTQIA+, antirracista, participação social e luta contra todas as formas de discriminação e desigualdades.

 

Para mais informações:
Igor Piotto - igor.piotto@atomicalab.com.br - (11) 97134.4455
Mayara Benatti – mayara.benatti@atomicalab.com.br - (21) 97910-3700

 

   Abong



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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Conselho Nacional de Política Cultural fortalece participação social

 CULTURA

Com o objetivo de ampliar a diversidade regional e a escuta social, o Ministério da Cultura reestrutura o Conselho Nacional de Política Cultural, garantindo paridade entre governo e sociedade civil em 42 cadeiras estratégicas

A participação da sociedade civil é fundamental para a construção das políticas públicas do Governo Brasil. Colocar as demandas do povo no centro do planejamento é essencial para melhorar a qualidade de vida da população. 

No campo da cultura, o Ministério da Cultura segue ampliando espaços de escuta e participação social. Um exemplo é o Conselho Nacional de Política Cultural, o CNPC.

Os membros do Conselho aprovaram a proposta de reestruturação do colegiado. Entre os principais avanços está o fortalecimento da participação social, com mais representatividade e diversidade regional.

Com a nova configuração, o CNPC passa a contar com 42 cadeiras, distribuídas de forma igualitária entre o poder público e a sociedade civil.

A aprovação do novo formato também garante a retomada da presença de representantes de todas as regiões do país nos 21 Colegiados Nacionais de Participação Social. 

O Conselho Nacional de Política Cultural é um dos principais componentes do Sistema Nacional de Cultura. É no CNPC que conselheiros e conselheiras se reúnem para pensar, acompanhar, definir critérios e fiscalizar a implementação das políticas públicas culturais no Brasil.

A nova estrutura busca modernizar o Conselho e torná-lo ainda mais representativo. A iniciativa reforça o compromisso do Ministério da Cultura com o diálogo permanente e a participação social.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Estudo aponta que os agrotóxicos estão cada vez mais nocivos no planeta

MEIO AMBIENTE 

O Brasil é um dos países que registram maiores intensidades de toxicidade por área agrícola em todo o mundo

 

Ilustração



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O grau de toxicidade dos pesticidas aumentou em todo o mundo entre 2013 e 2019, com o Brasil entre os países líderes. A conclusão está em um estudo publicado este mês na revista Science e contraria a meta de redução de riscos dos pesticidas até 2030, estabelecida na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP15).

Pesquisadores alemães da universidade de Kaiserslautern-Landau avaliaram 625 pesticidas em 201 países. Eles utilizaram o indicador de Toxicidade Total Aplicada (TAT), que considera o volume usado e o grau de toxicidade de cada substância.

Seis de oito grupos de espécies estão mais vulneráveis aos níveis crescentes de toxicidade. São eles: artrópodes terrestres (como insetos, aracnídeos e lacraias), cuja toxicidade aumentou 6,4% ao ano; organismos do solo (4,6%), peixes (4,4%); invertebrados aquáticos (2,9%), polinizadores (2,3%) e plantas terrestres (1,9%).

O TAT global diminuiu apenas para plantas aquáticas (−1,7%) e vertebrados terrestres (−0,5% ao ano). Humanos fazem parte desse último grupo.

“O aumento das tendências globais de TAT representa um desafio para o alcance da meta de redução de risco de pesticidas da ONU e demonstra a presença de ameaças à biodiversidade em nível global”, diz um dos trechos do estudo.

Brasil em destaque

O Brasil aparece como um dos principais protagonistas desse cenário. O estudo identifica o país como detentor de uma das maiores intensidades de toxicidade por área agrícola em todo o planeta, ao lado de China, Argentina, Estados Unidos e Ucrânia.

Além disso, Brasil, China, Estados Unidos e Índia respondem juntos por 53% a 68% da toxicidade total aplicada no mundo.

A relevância brasileira está diretamente ligada ao peso do agronegócio, especialmente de culturas extensivas. Embora cereais tradicionais e frutas ocupem grandes áreas, a toxicidade associada a culturas como soja, algodão e milho exerce impacto significativamente maior em relação à extensão cultivada.

Tipos de pesticidas

Um dos achados mais relevantes do estudo indica que o problema é altamente concentrado: em média, apenas 20 pesticidas por país respondem por mais de 90% da toxicidade total aplicada.

O levantamento aponta que diferentes classes químicas dominam os impactos. Classes de inseticidas, como piretroides e organofosforados, contribuíram com mais de 80% do TAT de invertebrados aquáticos, peixes e artrópodes terrestres. Neonicotinoides, organofosforados e lactonas representaram mais de 80% do TAT de polinizadores.

Organofosforados, juntamente com outras classes de inseticidas, foram os que mais contribuíram para os TATs de vertebrados terrestres. Herbicidas acetamida e bipiridil contribuíram com mais de 80% para o TAT das plantas aquáticas, enquanto uma mistura mais ampla de herbicidas (incluindo acetamida, sulfonilureia e outros) definiu o TAT das plantas terrestres. Herbicidas de alto volume, como acetoclor, paraquat e glifosato, pertencem a essas classes e têm sido associados a riscos ambientais e à saúde humana.

Fungicidas conazol e benzimidazol, juntamente com os inseticidas neonicotinoides, ​​aplicados no revestimento de sementes, contribuíram principalmente para o TAT dos organismos do solo.

Meta global distante

O estudo também avaliou a trajetória de 65 países. O diagnóstico é de que, sem mudanças estruturais, apenas um país (Chile) atingirá a meta da ONU de redução de 50% da toxicidade dos pesticidas até 2030.

Segundo os pesquisadores, China, Japão e Venezuela estão no caminho para atingir a meta e apresentam tendências de queda em todos os indicadores. Mas precisam de uma aceleração nas mudanças de uso de agrotóxicos.

Tailândia, Dinamarca, Equador e Guatemala estão se afastando da meta, com pelo menos um indicador dobrando nos últimos 15 anos. Eles precisam reverter as tendências de rápido aumento para voltar à trajetória anterior.

Todos os outros países do estudo, o que inclui o Brasil, precisam retornar os riscos de pesticidas aos níveis de mais de 15 anos atrás. O que significa reverter padrões de uso das substâncias consolidadas há décadas, em termos de volume e toxicidade das misturas.

Os pesquisadores indicam três frentes principais para conter a escalada dos riscos: substituição de pesticidas altamente tóxicos, expansão da agricultura orgânica e adoção de alternativas não químicas. Tecnologias de controle biológico, diversificação agrícola e manejo mais preciso são apontadas como estratégias capazes de reduzir impactos sem comprometer produtividade.

(Agência Brasil)

 

 

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Depois de 64 anos, área onde surgiu as Ligas Camponesas na Paraíba é regularizada

Assentados irão substituir monocultura por agricultura familiar na antiga fazenda Antas, onde morreu João Pedro Teixeira.

Por Lorenzo Santiago – Brasil de Fato / via ICL Notícias, 15/02/2026 | 18h02 / By Redação on 19 de Fevereiro de 2026 

ICL Notícias

Depois de 64 anos de luta, 21 famílias da Paraíba conquistaram o Assentamento Agroextrativista Elizabeth Teixeira, na Fazenda Barra das Antas. A regularização do território foi formalizada pelo Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar na quinta-feira (5). A área está localizada na fazenda Antas, entre os municípios de Sapé e Sobrado, Zona da Mata paraibana, e é berço das Ligas Camponesas na região.

Com 133,4 hectares, a entrega do assentamento é resultado de uma luta que se arrasta há mais de 6 décadas. João Pedro Teixeira era um dos dirigentes das Ligas Camponesas no Sapé. Ele foi assassinado em 1962 e sua esposa, Elizabeth Teixeira, assumiu a liderança do movimento, lutando pela reforma agrária na região. Toda essa trajetória foi registrada no filme Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho, lançado em 1984.

O nome do assentamento faz uma homenagem à Elizabeth, que completou 100 anos em 2025. A uma semana de completar 101 anos, ela esteve no evento de formalização das terras e celebrou a conquista: “viva a reforma agrária”.

A partir da publicação da portaria pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) será feito o processo de seleção para incluir as famílias como beneficiárias do programa de reforma agrária.

Ao longo do tempo, o núcleo do Sapé das Ligas Camponesas, chegou a ter cerca de 10 mil integrantes. Elizabeth chegou a perder filhos e foi perseguida pela ditadura militar. Em 1964, teve sua casa incendiada e passou oito meses presa em um quartel do exército. Ao sair da prisão, ela continuou a ser vigiada pela ditadura e assim foi orientada por companheiros de luta a buscar exílio no Recife. Encontrada pela polícia em diversas casas onde tentava se refugiar, conseguiu se esconder no Rio Grande do Norte.

A luta na fazenda Antas chegou a mobilizar cerca de 800 famílias que pediam a distribuição das terras improdutivas. Esse grupo é remanescente das Ligas Camponesas e ainda pede para ser incluído no programa. A retomada da luta pela reforma agrária na fazenda foi feita pelas 21 famílias que agora estão contempladas pela desapropriação.

Alani Lima é presidenta do Memorial das Ligas Camponesas na Paraíba e afirma que essa celebração não encerra a luta pela reforma agrária na região, mas é simbólica por se tratar de um território de uma disputa que dura décadas e é marcada pela violência. Ela afirma que essa desapropriação é insuficiente para as demandas da luta, mas é simbólica comparado ao contexto da militância desde a década de 1950.

“Estamos falando do berço da reforma agrária, que é a fazenda Antas. São camponeses que precisam da terra para sobreviver. Imagine outras áreas que não cumprem sua função produtiva ou que não cumpre sua função ambiental ou que não cumpre sua função social. Então, é uma forma de garantir para as pessoas que os camponeses, as famílias camponesas tenham esperança em ainda ter retomado o seu pedaço de terra, seu pedaço de chão” afirmou.

Juliana Teixeira é neta de Elizabeth e participou da cerimônia de entrega das terras pelo ministério da Agricultura. Ela afirmou que Elizabeth é uma referência “fundamental” na luta pela terra e pela reforma agrária no Brasil. Ainda de acordo com Juliana, homenagear a sua avó neste momento é lembrar que a reforma agrária é “feita de chão e povo”, mas também “consciência e memória para não deixar a luta morrer”.

“Ao manter viva a continuidade das Ligas Camponesas, após o assassinato de João Pedro Teixeira, ela transformou dor em coragem e a história de uma família em uma causa social. Mostrando que reforma agrária não é benefício, mas é justiça histórica e dignidade para quem trabalha na terra”, disse Juliana.

Com a desapropriação, a expectativa das famílias é começar a produzir alimentos e transformar o monocultivo da cana em produção da agricultura familiar camponesa. As famílias pedem a abertura de créditos pelo Ministério da Agricultura dentro do Plano Safra.

“Não basta dar só a terra, tem que dar também crédito, tem que dar também condições de moradia, de sobrevivência, de produção. Então a perspectiva é ter produção, é alimentar a sociedade brasileira com a qualidade da reforma agrária e oriunda das ligas camponesas, do berço das ligas camponesas”, disse Alani Lima.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, também participou do evento e lembrou das conquistas alcançadas pela reforma agrária ao longo da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com ele, a meta do governo é reforçar os assentamentos nos próximos meses.

“Vamos assentar cinco mil famílias nos estados do Maranhão, da Paraíba e Pernambuco e fazer uma grande área reformada com irrigação entre a Bahia e o Pernambuco, no perímetro irrigado do São Francisco”, afirmou.

Ligas Camponesas e o Memorial

Berço das Ligas Camponesas, Barra de Antas viveu intensos conflitos agrários entre as décadas de 1950 e 1960, liderados por figuras como João Pedro Teixeira e Elizabeth Teixeira. Em 1997, a ocupação da Fazenda Antas reavivou esse espírito de luta, dando origem ao processo de criação do assentamento Elizabeth Teixeira. Desde então, o território consolidou-se como espaço de memória e resistência, tornando-se referência na defesa da reforma agrária e dos direitos humanos no campo.

O Memorial das Ligas e Lutas Camponesas, localizado em Sapé, na Zona da Mata paraibana, desenvolve ações que vão além da preservação documental. Oficinas, rodas de memória, visitas mediadas e coleta de depoimentos compõem um acervo vivo que conecta passado e presente, fortalecendo a identidade local e ampliando o alcance das lutas camponesas para novas gerações.

O memorial foi anunciado como um dos vencedores do 38º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2025, promovido pelo Iphan.

 

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Dia Mundial do Rádio: Ministério das Comunicações divulga alta de 264% nas outorgas e anuncia novo ciclo de licitações

Brasília - Balanço divulgado no Dia Mundial do Rádio aponta crescimento expressivo nas autorizações para emissoras entre 2023 e 2025 e anuncia retomada das licitações para rádio e TV no país.

Com informações do Ministério das Comunicações | Sábado, 14 de Fevereiro de 2026 @ 07:03  

 

O Ministério das Comunicações divulgou nesta sexta-feira (13), data em que foi comemorado o Dia Mundial do Rádio, um balanço que aponta crescimento de 264% na concessão de outorgas para emissoras no país entre 2023 e 2025. Segundo a pasta, foram concedidas 393 autorizações no período, número mais que três vezes superior às 108 registradas entre 2019 e 2021.

De acordo com dados da Secretaria de Radiodifusão (Serad), as outorgas contemplam rádios comunitárias, educativas e comerciais, ampliando a presença do meio em diferentes regiões, inclusive em áreas mais remotas. O ministério afirma que o resultado marca a retomada do protagonismo da radiodifusão no cenário nacional.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou a importância do rádio como ferramenta de cidadania. “Em um país com dimensões continentais como o Brasil, o rádio é muito mais do que um meio de comunicação. É cidadania. É o canal que leva informação, prestação de serviços e entretenimento a quem mais precisa, especialmente onde outros meios não chegam”, afirmou.

Já o secretário de Radiodifusão, Wilson Diniz Wellisch, atribuiu o desempenho à modernização dos processos internos. Segundo ele, houve esforço para garantir maior celeridade, segurança jurídica e respeito às normas do setor, ampliando a diversidade de emissoras disponíveis à população.

Novo ciclo de expansão previsto para 2026

Além do avanço nas outorgas já concedidas, o Ministério das Comunicações anunciou que prepara um novo ciclo de expansão da radiodifusão. Ainda em 2026, deverão ser lançadas 20 licitações para concessões privadas de rádio e TV — sendo dez destinadas a emissoras FM e dez para canais de televisão — contemplando todas as regiões do país. Os certames serão encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Segundo a pasta, não há abertura de novas licitações para emissoras comerciais há 15 anos. Para viabilizar os editais, foi desenvolvida uma metodologia inédita de precificação das outorgas, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED), estabelecendo critérios técnicos e econômicos para definição dos valores mínimos das concessões.

Também está em andamento o Plano Nacional de Outorgas (PNO) de rádios educativas e comunitárias, que organiza o cronograma de lançamento de editais até o fim deste ano. Um novo edital para rádios comunitárias, apontado como o maior da história, deverá ser lançado em breve.

Com informações do Ministério das Comunicações

 

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Celular de Vorcaro menciona pagamento a Toffoli

Foto: Evaristo Sa/AFP


 

 

 

 

 

 

Temido como “uma bomba”, o desbloqueio do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, explodiu primeiro no Supremo Tribunal Federal (STF). No aparelho, apreendido em novembro do ano passado, quando Vorcaro foi preso, a Polícia Federal encontrou uma série de conversas entre ele e o ministro Dias Toffoli, que depois viria a ser relator no Supremo da investigação sobre as suspeitas de fraude do Master, liquidado pelo Banco Central. Como revelaram Daniela Lima e Fábio Serapião, o material foi entregue diretamente ao presidente do STF, Edson Fachin, pelo diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues. (UOL)

As conversas descobertas no celular, conta Malu Gaspar, tratavam entre outros assuntos, de um convite a Vorcaro para uma festa de aniversário de Toffoli e menções do banqueiro a pagamentos relacionados ao resort Tayayá, administrado pela empresa dos irmãos do ministro, da qual Toffoli era sócio oculto. Fachin intimou o colega a se manifestar sobre as informações passadas pela PF, e a situação provocou grande desconforto no Supremo. A PF não confirmou ter pedido o impedimento de Toffoli no caso Master, mas técnicos do STF já estão analisando caminhos jurídicos para a Corte afastá-lo do processo. Em nota, o gabinete de Toffoli disse que o documento apresentado pela PF é baseado “em ilações” e que a corporação não teria legitimidade para pedir seu afastamento. (Globo)

Como conta Mônica Bergamo, o ministro confirmou a interlocutores ter sido pago quando a Maridt, empresa administrada por seus irmãos, vendeu sua participação no resort Tayayá a um fundo ligado à rede do Master em 2021. É a primeira vez que Toffoli admite ser sócio anônimo da empresa, mas ele afirma que todas as transferências de recursos foram legítimas e declaradas à Receita Federal. (Folha)

Enquanto isso... O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), restringiu o acesso do Banco Central do Brasil ao processo que analisa a atuação do órgão na liquidação do Banco Master. A decisão foi tomada às vésperas da conclusão do relatório final da auditoria. Ele passou de “sigiloso” para um grau ainda mais restrito, que exige autorização específica para consultar os documentos. Nos bastidores do TCU, integrantes da Corte afirmam que a medida não é comum.  (Valor)

Em conversa com Edson Fachin, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que o ministro Jesus foi pressionado pelo Centrão a “desliquidar” o Master. (Folha)

E a Polícia Federal apreendeu R$ 429 mil em espécie dentro de uma mala arremessada pela janela de um apartamento no 30º andar durante a terceira fase da Operação Barco de Papel, em Balneário Camboriú (SC). (Metrópoles)

Wálter Maierovitch: “O comportamento de Toffoli na condução do inquérito policial sobre o chamado caso Master mostrou parcialidade, interesse — basta ter olhos de ver e vontade de perceber. O ministro, por evidente, deveria afastar-se do caso Master e licenciar-se do STF até final apuração”. (UOL)

 

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Bolsa Família: pagamentos começam nesta quinta-feira (12)

 SOCIAL 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem

Fonte Brasil 61 | 12 de Fevereiro de 2026, 04:50h 

Inlustração grafica 

 


 

 

CAIXA inicia nesta quinta-feira (12), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de fevereiro para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

No aplicativo Bolsa Família é possível acompanhar as informações dos benefícios, além de receber atualizações e novidades sobre o programa.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.  

O que é Bolsa Família

O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.

Pagamento do Bolsa Família: objetivos do programa

Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.

Quem tem direito ao pagamento do Bolsa Família

Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.

Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.

Como receber o pagamento do Bolsa Família (passo a passo)

  1. Inscrição no CadÚnico: mantenha dados corretos e atualizados.
  2. Onde se cadastrar: procure o CRAS ou postos municipais de assistência social.
  3. Documentos: CPF ou título de eleitor.
  4. Seleção mensal automatizada: estar no CadÚnico não garante entrada imediata. Todos os meses o programa identifica e inclui novas famílias que passam a receber o pagamento Bolsa Família.

Quando começa o pagamento Bolsa Família após o cadastro?

Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.

Dicas para manter o pagamento do Bolsa Família em dia

  • Atualize o CadÚnico sempre que houver mudança (endereço, renda, composição familiar).
  • Acompanhe o calendário oficial de pagamento e as comunicações do município/CRAS.
  • Guarde seus comprovantes e verifique regularmente a situação do benefício nos canais oficiais.

Bolsa Família: perguntas rápidas (FAQ)

Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.

O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.

Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família come