Neste episódio, eu te convido para uma viagem: vamos partir de Macapá, onde a cultura das aparelhagens movimenta milhares de pessoas, e ir para Belém, cidade vizinha, do outro lado do rio Amazonas, para conhecer mais de perto as origens desse movimento cultural e entender o que está em jogo com a chegada do BEL1.
De um lado, temos as aparelhagens, estruturas de som criadas e desenvolvidas nas periferias, com equipamentos adaptados, conhecimento técnico compartilhado e muita criatividade. Do outro, um data center projetado para processar grandes volumes de dados e sustentar o avanço da inteligência artificial. Embora pareçam mundos distantes, os dois nos levam a uma mesma questão: quem tem o direito de ocupar o território e transformar a paisagem sonora, cultural e ambiental de uma cidade?
A aposta da Elea Data Centers na capital paraense levanta preocupações sobre o consumo de energia e água e os impactos ambientais do empreendimento. Mas tem outra questão que chama a atenção: o som. Enquanto as aparelhagens fazem tremer as periferias com seus paredões, graves e batidas por algumas horas, um data center também produz ruído – mas esse é 24 horas ininterruptas, com seus sistemas de refrigeração e equipamentos funcionando sem parar. Entre esses dois sons, só um precisou lutar contra estigmas e preconceitos para ganhar espaço: o que veio da periferia. No fundo, essa discussão é sobre o que pode ser considerado desenvolvimento tecnológico.
Te puxa, vem ouvir um pouquinho da realidade de quem está na pontinha do Brasil e descobrir que, talvez, aí perto de você tenha algo muito parecido acontecendo! |
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